Não existe oração errada. Aliás, a oração errada é aquela que não é feita. A Bíblia Sagrada ensina que se deve orar a respeito de tudo. Orar por qualquer motivo, qualquer hora, qualquer lugar, sempre que o coração não estiver em paz. Tão logo o coração experimente apreensão, preocupação, medo, angústia, enfim, seja perturbado por alguma coisa, a ação imediata de quem confia em Deus é a oração.
O apóstolo Paulo diz que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ação de graças, devemos apresentar nossos pedidos a Deus, tendo nas mãos a promessa de que a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará nossos sentimentos e pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). A expressão "coisa alguma' inclui desde uma vaga no estacionamento do shopping center quanto o fechamento de um negócio, o desejo de que não chova no dia da festa quanto a enfermidade de uma pessoa querida.
Esta experiência de oração é chamada de oração simples: orar sem censura filosófica ou teológica, orar sem se perguntar "é legítimo pedir isso a Deus?" ou "será que Deus se envolve nesse tipo de coisa?". Simplesmente orar.
A garantia que temos quando oramos assim é a paz de Deus em nossos corações e mentes. A Bíblia não garante que Deus atenderá nossos pedidos exatamente como foram feitos: pode ser que a vaga no estacionamento não seja encontrada e que chova no dia da festa. A oração não se presta a fazer Deus trabalhar para nós, atendendo nossos caprichos e provendo o nosso conforto. Já que a causa da oração simples é a ansiedade, a resposta de Deus é a paz. O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora. A mudança da situação a respeito da qual se ora é uma possibilidade, a mudança do coração e da mente da pessoa que ora é uma realidade. Deus não prometeu dizer sim a todos os nossos pedidos, mas nos garantiu dar paz e nos conduzir à serenidade. Não prometeu nos livrar do vale da sombra da morte, mas nos garantiu que estaria lá conosco e nos conduziria em segurança através dele.
O maior fruto da oração não o atendimento do pedido ou da súplica, mas a maturidade crescente da pessoa que ora. Na verdade, a estatura espiritual de uma pessoa pode ser medida pelo conteúdo de suas orações. Assim como sabemos se nossos filhos estão crescendo observando o que nos pedem e o que esperam de nós, podemos avaliar nosso próprio crescimento espiritual através de nossos pedidos e súplicas a Deus. As orações revelam o que realmente ocupa nossos corações, o que realmente é objeto dos nossos desejos, o que nos amedronta, nos desestabiliza e nos rouba a paz.
O apóstolo Paulo diz que quando era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Mas quando se tornou homem, deixou para trás as coisas de menino (1Coríntios 13.11). Não existe oração certa e errada. Mas existe oração de menino e oração de homem. Oração de menina e oração de mulher. A diferença está no coração: coração de menino e de menina, ora como menino e menina. A nossa certeza é que Deus também gosta de crianças.
Ed René Kivitz é teólogo, com mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, e pastor presidente da Igreja Batista de Água Branca, SP. É também palestrante e escritor, e dentre suas obras mais conhecidas estão Vivendo com propósitos e Outra Espiritualidade, ambas publicados pela Editora Mundo Cristão.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A missão de São João
Se você quisesse fazer propaganda sobre um novo produto, quem você escolheria para fazer a campanha? Um ator famoso? Uma atriz bonita? Uma autoridade internacionalmente
reconhecida?
O ministério de Jesus aqui na terra começou com um simples mensageiro. Era uma figura esquisita. Ele morava no deserto, comia insetos [a tradução da nossa Bíblia traz "gafanhotos", um nome que se dá a um tipo de pombo do deserto, grifo meu] e se vestia com peles de animais. Ele pregava sobre assuntos nada agradáveis como pecado e arrependimento. E ele fez isso em termos bem radicais.
Hoje, João Batista certamente não seria visto com um bom candidato para fazer propaganda, para iniciar uma campanha para chamar a atenção das pessoas, para proclamar a vinda do Reino de Deus.
Mas, aí está um dos grandes segredos do Evangelho. O importante não é o mensageiro e
sim a mensagem.
Você já deixou de dar algum presente a alguém, só porque não conseguiu achar o papel de presente certo? Você procurou e achou o presente perfeito. É algo que seu amado precisa. É algo que ele ou ela quer. É um presente que vai proporcionar tanta felicidade, tanto sentido, tanto valor. É tudo que eles precisam.
Mas, você não consegue encontrar o papel certo para este presente. Você vai em todas
as papelarias da cidade, mas, não consegue encontrar. Então, você decide não dar aquele presente. Você coloca no guarda-roupa, fecha a porta e pensa, "Só vou dar quando eu achar o papel de presente perfeito."
Faz sentido? Conhece alguém que fez isso? Mas, será que não é isso que fazemos às vezes com o Evangelho? Nós queremos falar de Jesus, queremos dar do melhor de tudo que temos para amigos, colegas, parentes. Mas não conseguimos achar as palavras, o jeito, a hora, o tempo, ou seja, o papel para embrulhar aquele presente. E, por falta do papel - deixamos passar mais uma semana, mais um mês, mais um ano, sem dar o presente mais especial de todos - nosso Senhor Jesus Cristo. Da história de João Batista podemos aprender muitas coisas. Porém, algo que não podemos deixar de ver é que não importa o mensageiro - o importante é a mensagem. Não importa nosso jeito, nosso estilo, nosso conhecimento, habilidade, ou qualquer outra coisa. Não importa o papel de embrulho. O mais importante é o presente - o presente da mensagem do Jesus.
Você já deixou de compartilhar Jesus, de falar do seu Senhor para alguém só porque achava que não estava pronto, ou não tinha todas as respostas às perguntas que eles poderiam fazer? Já deixou passar mais um dia, mais uma semana, mais um mês, só porque
o "presente" não estava embrulhado do jeito que você queria? O que é mais importante:
seu jeito de falar de Jesus? Ou deixar Jesus falar do jeito dEle através de você?
Lembre-se quem foi o escolhido para anunciar a vinda do Messias. Não foi ninguém com muita habilidade ou jeito. Era alguém rude e sem sofisticação. Mas, era alguém obediente a Deus, e que estava pronto, a qualquer hora, de qualquer jeito para anunciar que o maior presente de todos os tempos estava sendo enviado por Deus. Será que você não pode fazer o mesmo?
Ore a Deus e fale. É só isso. Fale. Deus fará a mensagem ser ouvida por quem precisar. E ele fará de você um mensageiro digno do Evangelho. Como João, você não foi chamado para ser o caminho, apenas para prepará-lo para aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Você conhece pessoas que precisam conhecê-Lo. E Ele lhe escolheu para prepará-los para este encontro. Que Deus lhe abençoe.
Mensagem escrita por Dennis Downing, disponível no link: http://www.iluminalma.com.br/vec/1006/23-missao.html
Grifo de Pr. Bruno em "insetos".
reconhecida?
O ministério de Jesus aqui na terra começou com um simples mensageiro. Era uma figura esquisita. Ele morava no deserto, comia insetos [a tradução da nossa Bíblia traz "gafanhotos", um nome que se dá a um tipo de pombo do deserto, grifo meu] e se vestia com peles de animais. Ele pregava sobre assuntos nada agradáveis como pecado e arrependimento. E ele fez isso em termos bem radicais.
Hoje, João Batista certamente não seria visto com um bom candidato para fazer propaganda, para iniciar uma campanha para chamar a atenção das pessoas, para proclamar a vinda do Reino de Deus.
Mas, aí está um dos grandes segredos do Evangelho. O importante não é o mensageiro e
sim a mensagem.
Você já deixou de dar algum presente a alguém, só porque não conseguiu achar o papel de presente certo? Você procurou e achou o presente perfeito. É algo que seu amado precisa. É algo que ele ou ela quer. É um presente que vai proporcionar tanta felicidade, tanto sentido, tanto valor. É tudo que eles precisam.
Mas, você não consegue encontrar o papel certo para este presente. Você vai em todas
as papelarias da cidade, mas, não consegue encontrar. Então, você decide não dar aquele presente. Você coloca no guarda-roupa, fecha a porta e pensa, "Só vou dar quando eu achar o papel de presente perfeito."
Faz sentido? Conhece alguém que fez isso? Mas, será que não é isso que fazemos às vezes com o Evangelho? Nós queremos falar de Jesus, queremos dar do melhor de tudo que temos para amigos, colegas, parentes. Mas não conseguimos achar as palavras, o jeito, a hora, o tempo, ou seja, o papel para embrulhar aquele presente. E, por falta do papel - deixamos passar mais uma semana, mais um mês, mais um ano, sem dar o presente mais especial de todos - nosso Senhor Jesus Cristo. Da história de João Batista podemos aprender muitas coisas. Porém, algo que não podemos deixar de ver é que não importa o mensageiro - o importante é a mensagem. Não importa nosso jeito, nosso estilo, nosso conhecimento, habilidade, ou qualquer outra coisa. Não importa o papel de embrulho. O mais importante é o presente - o presente da mensagem do Jesus.
Você já deixou de compartilhar Jesus, de falar do seu Senhor para alguém só porque achava que não estava pronto, ou não tinha todas as respostas às perguntas que eles poderiam fazer? Já deixou passar mais um dia, mais uma semana, mais um mês, só porque
o "presente" não estava embrulhado do jeito que você queria? O que é mais importante:
seu jeito de falar de Jesus? Ou deixar Jesus falar do jeito dEle através de você?
Lembre-se quem foi o escolhido para anunciar a vinda do Messias. Não foi ninguém com muita habilidade ou jeito. Era alguém rude e sem sofisticação. Mas, era alguém obediente a Deus, e que estava pronto, a qualquer hora, de qualquer jeito para anunciar que o maior presente de todos os tempos estava sendo enviado por Deus. Será que você não pode fazer o mesmo?
Ore a Deus e fale. É só isso. Fale. Deus fará a mensagem ser ouvida por quem precisar. E ele fará de você um mensageiro digno do Evangelho. Como João, você não foi chamado para ser o caminho, apenas para prepará-lo para aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Você conhece pessoas que precisam conhecê-Lo. E Ele lhe escolheu para prepará-los para este encontro. Que Deus lhe abençoe.
Mensagem escrita por Dennis Downing, disponível no link: http://www.iluminalma.com.br/vec/1006/23-missao.html
Grifo de Pr. Bruno em "insetos".
terça-feira, 25 de maio de 2010
Dois olhos, dois ouvidos e uma boca só
Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja
pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. (Tiago 1.19)
Lendo esse versículo, eu lembrei de uma frase que minha mãe sempre repetiu para mim, e que foi ouvida da minha avó e das gerações anteriores:
"Nós temos dois olhos, dois ouvidos e uma boca só. Isso significa que temos que olhar (e analisar) mais, ouvir mais e falar menos".
Vê-se que a santa sabedoria do empirismo na minha família já era real desde os tempos de Tiago.
Um devocional do site Iluminalma chamou a minha atenção:
"Freie a sua língua; ponha seus ouvidos em marcha lenta. Deixe aquele e-mail cheio de ira aí por três dias antes de responder, e leia-o de novo, e edite-o antes de enviá-lo. Mantenha a sua boca fechada e seus ouvidos abertos. Todos dizem a mesma coisa. Se nós apenas seguíssemos essas regras, a comunidade cristã seria muito mais abençoada!"
Que o Senhor DEUS, através do Espírito Santo possa colocar um guarda à nossa boca, e às portas dos nossos corações, pois só assim poderemos viver em paz, sem ira nem rancor, de mãos e coração limpos: diante de Deus e dos homens.
Que Deus lhes abençoe!
Prª Walquíria
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