sexta-feira, 31 de julho de 2009

A poeira do caminho de Emaús

Texto: Lucas 24. 13-16

Introdução: Durante nossa caminhada podemos ser impedidos de ver o nosso Salvador, o Cristo Ressurreto, por situações diversas. Como uma nuvem que esconde o sol por alguns instantes ou dias (não significa que o sol não esteja por lá). Assim, com os olhos embaçados pelo cansaço, pela poeira dos acontecimentos, pela tristeza e decepção ou por qualquer outro motivo decorrente da caminhada, nós perdemos a oportunidade de desfrutar da plenitude e da graça de Jesus. Perdemos o foco, perdemos a direção, andamos como que sem rumo. Eram tantas aflições, eram tantas provações, que os caminhantes acabaram por perder a Jesus no meio do caminho, desistiram de suas promessas. Os olhos machucados e o coração ferido não podem discernir e ouvir a voz do Senhor. Assim, distanciaram-se mais do Salvador, foram deixando para depois, deixando para trás. Muitos boatos corriam e confundiam suas mentes.

Podemos reconhecer e destacar os motivos que levaram os dois seguidores a não reconhecer o seu Mestre e assim, ficarmos atentos para que o mesmo não aconteça conosco.

SOMOS IMPEDIDOS DE RECONHECER O CRISTO RESSURRETO:

Pelas lágrimas que embaçam a visão (olhos ardentes) – João 20.15 – “Então Jesus perguntou: – Mulher, por que você está chorando? Quem é que você está procurando? Ela pensou que ele era o jardineiro e por isso respondeu: – Se o senhor o tirou daqui, diga onde o colocou, e eu irei buscá-lo.” Maria viu suas lágrimas tirarem sua visão por alguns instantes. Mesmo seguindo ao Senhor durante todo o tempo, ela não foi capaz de discernir quem ELE era. Assim, nós também podemos ter os olhos embaçados pela visão turbada das lágrimas e do sofrimento. Depois de uma noite de choro, os olhos ficam sensíveis, inchados, mas para isso o SENHOR NOS OFERECE ALENTO! Salmos 30.5 – “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.”

Pela falta de conhecimento das Escrituras – Lucas 24.25-27. Jesus mesmo é quem nos ensina sobre as Suas palavras de vida eterna. Se o nosso coração estiver disposto a buscá-Lo e o compreender o que Ele diz, alcançaremos o conhecimento de Seus maravilhosos planos para nós. João 5.39 – “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” O propósito do Senhor para nossas vidas é que conheçamos Sua Palavra para que possamos compreender o seu pleno cumprimento em Jesus, que é o AMÉM (Ap 3.14). Quantas asneiras escutamos de pessoas que não conhecem as Escrituras? Oséias 4.6 – “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”.

Pelo temor à escuridão – Lucas 24.29 (Fica conosco); João 20.19: “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!”. O medo faz com que tenhamos medo de todas as coisas. Quando criança, muitos de nós tínhamos medo do escuro. Com certeza, nossos pais tentavam nos convencer que não tínhamos o que temer. A escuridão atemoriza por ser um lugar desconhecido. Mas quando o Pai das Luzes chega, Ele nos faz perceber que não há porque ter medo! Salmos 139.11,12: “Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.” Jesus hoje nos conforta como confortou aos discípulos e nos diz: PAZ SEJA CONVOSCO!

Pela dúvida – João 20.25: “Disseram-lhe, então, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei.” Tomé era um homem prático, moderno, cientista e bem consciente da possibilidade de ser enganado por uma visão ou uma alucinação. Para ele, a ressurreição precisava ser confirmada pelos sentidos. Quantas vezes deixamos o nosso ego, nossa “inteligência”, nosso sentido de possibilidades tirar a fé do nosso coração? Lucas 1.37 – “Porque para Deus nada é impossível”. O seguidor chamado Cleopas (24.18), de acordo com Eusébio, era o tio de Jesus, irmão de José. Quando a dúvida ilude nossos corações, não somos capazes de valorizar nem mesmo a família abençoada que Deus nos deu. Isso vale tanto para a família de sangue quanto para a família da fé.

Pela distância (pés ardentes) – Lucas 21.13. A distância não era grande de Jerusalém a Emaús. Eram cerca de 10 km, entretanto, quanto mais andavam em seu próprio caminho, iam distanciando-se do que Deus tinha para eles. Quando tomamos nosso próprio rumo na vida, as conseqüências são o cansaço, a fadiga e outras tantas. O melhor lugar para estarmos é no centro da vontade de Deus. Quando andamos com Cristo, não importa a distância, pois Ele renova nossas forças. Isaías 40.29-31: “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.”

Pelo ódio e a cegueira – Atos 9.4,5: “Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues”. Sem o Espírito Santo somos mesmo incapazes de saber quem é Jesus. Se as obras da carne são o que nos dominam, então, ficamos cegos e desorientados, como aconteceu com Saulo. Mas a revelação de Jesus nos tira as escamas dos olhos.

CONCLUSÃO: Como podemos reconhecer Jesus em todos os nossos caminhos? Através da revelação de Sua pessoa. Lucas 24.30,31. A testificação vem com os corações ardentes (v. 32), que é a obra do Espírito Santo para convencer das Escrituras que Cristo nos expôs. Precisamos deixar que a Água Viva do trono de Deus possa nos tirar a poeira dos olhos. Pedir perdão se alguma coisa no caminho nos tirou a visão do Senhor e prosseguir lado a lado com Ele.

sábado, 18 de abril de 2009

A Intercessão de Abraão como modelo

Texto: Gênesis 18.20-33

" (20) Aí o Senhor disse a Abraão:– Há terríveis acusações contra Sodoma e Gomorra, e o pecado dos seus moradores é muito grave. (21) Preciso descer até lá para ver se as acusações que tenho ouvido são verdadeiras ou não.(22) Então dois dos visitantes saíram, indo na direção de Sodoma; porém Abraão ficou ali com Deus, o Senhor. (23) Abraão chegou um pouco mais perto e perguntou:– Será que vais destruir os bons junto com os maus? (24) Talvez haja cinqüenta pessoas direitas na cidade. Nesse caso, vais destruir a cidade? Será que não a perdoarias por amor aos cinqüenta bons? (25) Não é possível que mates os bons junto com os maus, como se todos tivessem cometido os mesmos pecados. Não faças isso! Tu és o juiz do mundo inteiro e por isso agirás com justiça. (26) O Senhor Deus respondeu:– Se eu achar cinqüenta pessoas direitas em Sodoma, perdoarei a cidade inteira por causa delas. (27) Abraão voltou a dizer:– Perdoa o meu atrevimento de continuar falando contigo, pois tu és o Senhor, e eu sou um simples mortal. (28) Pode acontecer que haja apenas quarenta e cinco pessoas direitas. Destruirás a cidade por causa dessa diferença de cinco?Deus respondeu:– Se eu achar quarenta e cinco, não destruirei a cidade. (29) Abraão continuou:– E se houver somente quarenta bons?– Por amor a esses quarenta, não destruirei a cidade – Deus respondeu.(30) Abraão disse:– Não fiques zangado comigo, Senhor, por eu continuar a falar. E se houver só trinta?Deus respondeu:– Se houver trinta, eu perdoarei a cidade. (31) Abraão tornou a insistir:– Estou sendo atrevido, mas me perdoa, Senhor. E se houver somente vinte?– Por amor a esses vinte, não destruirei a cidade – Deus respondeu. (32) Finalmente Abraão disse:– Não fiques zangado, Senhor, pois esta é a última vez que vou falar. E se houver só dez?– Por causa desses dez, não destruirei a cidade – Deus respondeu. (33) Quando o Senhor Deus acabou de falar com Abraão, ele foi embora, e Abraão voltou para casa."

Para Abraão ter a ousadia de pedir a preservação de toda uma cidade, ele tomou atitudes inteligentes:

(1) Permaneceu ainda na presença do Senhor (v. 22): Quando consideramos alguém amigo, temos a liberdade de pedir a ele um favor e sentimos liberdade na presença dessa pessoa. Por isso, Abraão que posteriormente foi chamado de “amigo de Deus”, teve a ‘santa ousadia’ de orar ao Senhor e apresentar o seu pedido. Só é possível agirmos assim, com liberdade na presença de Deus, quando crescemos no conhecimento Dele e percebemos o quanto Ele é misericordioso. Esse conhecimento, entretanto, só se dá quando há constância. Abraão não passeava na presença de Deus. Ele permaneceu. Ele persistiu. Ele prosseguiu. Não parou para olhar o quanto o pedido dele poderia ser ‘impossível’ aos olhos humanos. Por pior que fosse a situação, Abraão creu que Deus poderia mudá-la. Continuar crendo no caráter de Deus, na Sua misericórdia e amor, na capacidade Dele de resolver qualquer circunstância.

(2) Aproximou-se Dele (v. 23): Abraão não via o Senhor como um Juiz sem misericórdia, distante e iracundo. Ele tomou uma atitude de se aproximar Dele. Para muita gente, Deus é alguém que está tão afastado de nós, que é quase um estranho. Todavia, quando alguém vê Deus como Pai, como amigo e tem um relacionamento de comunhão com Ele, tal pessoa sente a liberdade de aproximar-se de Deus e fazer suas petições, sem constrangimento. Na prática, isso significa fazer a oração com fé. Pois a Bíblia nos diz em Hebreus 11.6. O que nos leva a orar a Deus é crer que Ele dará uma resposta às nossas orações, ainda que não saibamos como essa resposta será. Os pensamentos de Deus são mais altos e Ele sempre tem realmente a solução mais justa e amorosa possível, até quando não entendemos o porquê das coisas. A Bíblia diz que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28) e sabemos que Deus tomou a decisão de destruir aquela cidade, pois ela poderia acabar contaminando o resto da humanidade. É a velha história do “tomate podre” ou da amputação de um dedo para salvar o resto do corpo.

(3) Compreendeu melhor a mente de Deus. Não foi a oração de Abraão que fez Deus mudar de idéia, mas Deus, através da busca sincera do patriarca, pôde se revelar a ele e mudar seus pensamentos. Abraão chegou a fazer o pedido, pois sabia o quanto misericordioso Deus era. No final da sua intercessão, Abraão percebeu que além de misericordioso, Deus era justo e bondoso. Nossas orações não farão Deus mudar de idéia, mas poderão mudar nossos pensamentos assim como as orações de Abraão mudaram os dele. A oração ajuda-nos a entender melhor a mente de Deus.
Deus não tem prazer em destruir as pessoas más, porém Ele precisa punir o pecado. Ele é tanto justo quanto misericordioso. Devemos expressar nossa gratidão a Deus, pois essa mesma misericórdia chegou até nós e nos alcançou através de Jesus.
Ele concedeu aos homens de Sodoma e Gomorra um teste justo. Ele não estava ignorando as práticas malignas dos habitantes da cidade, mas em sua justiça e paciência, Deus ofereceu ao povo de Sodoma uma última chance de arrependimento. Ele ainda está à espera, dando às pessoas a oportunidade de se voltarem para Ele (2 Pe 3.9).

(4) Entendeu que as respostas de Deus são provenientes da perspectiva do próprio Deus. Deus mostrou a Abraão que é permitido pedir qualquer coisa, desde que se tenha o entendimento de que as respostas de Deus virão do ponto de vista do próprio Deus. Nem sempre elas estarão de acordo com as nossas expectativas, pois somente Ele conhece toda a história. Será que você não ouviu a resposta de Deus para alguma oração porque não considerou qualquer resposta possível diferente da esperada?

CONCLUSÃO: Esta passagem não apenas revela que Deus ouve e responde nossas orações, mas que também preserva os iníquos por causa dos retos. Vemos também que Abraão não prosseguiu pedindo a preservação das cidades por causa de um menor número do que dez justos. Ao contrário deste fato, a intercessão de nosso Senhor Jesus Cristo não conhece limites, visto que Ele é capaz de salvar completamente (Hebreus 7.25), pois Ele vive para interceder por nós. Há alguma coisa em sua vida que o impede de sentir à vontade diante de Deus? Sua insistência é teimosia?


Mensagem pregada pela Prª Walquíria Paiva na Igreja do Evangelho Quadrangular do Parque Santa Tereza - Jandira/SP.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Entregando as Primícias ao Senhor

“Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares”. - Provérbios 3.9,10.

Definição (Aurélio): “Primeiros frutos; primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros; primeiros sentimentos; primeiros gozos; começos, prelúdios”.

  • Deus não instituiu as ofertas porque precise delas, mas para provar nosso coração numa das áreas onde demonstramos grande apego.
  • Deus não precisa dos primeiros frutos, nós é que precisamos Dele em primeiro lugar em nossas vidas, e este é um excelente exercício para manter nosso coração consciente disto.
  • Entregar ao Senhor as primícias de nossa renda é dar-lhe honra. É distinguí-lo. É demonstrar o lugar especial que Ele ocupa em nossas vidas.
  • Deus quer ser o primeiro em nossas vidas. A rebelião de Satanás foi tentar usurpar esta posição divina. E hoje ele ainda tenta tomar o trono de Deus nos nossos corações. Mas devemos manter o Senhor em seu devido lugar.
  • A Bíblia está repleta de histórias de gente que manteve Deus em primeiro lugar em suas vidas a despeito do preço a ser pago: *Abraão se dispôs a sacrificar seu próprio filho, mas não se atreveu a deixar de dar a Deus o primeiro lugar. *José foi para a cadeia para não pecar contra Deus numa relação adúltera. * Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram lançados na fornalha por recusarem-se a dar a uma estátua o lugar que pertence só a Deus. * Daniel foi lançado numa cova de leões pela decisão de manter Deus em primeiro lugar. * Os apóstolos foram presos e açoitados porque importava antes obedecer a Deus do que aos homens.
  • Além destas figuras e exemplos, o ensino explícito de Jesus não deixa dúvidas sobre a importância do assunto: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”. - Mateus 6.33
  • Quando damos a Deus o primeiro lugar não nos frustramos. Pelo contrário, há um senso de realização interior que comprova que fomos criados para isto. Sem Deus em primeiro, há um desequilíbrio em nossas vidas.

VOCÊ COMO PRIMÍCIA

“Mas se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são”. - Romanos 11.16

  • Paulo estava ensinando que ao santificar a primeira parte (a mais importante) você santifica também o resto que vem depois dela. Quando alguém santificava as primícias (primeiros frutos) santificava também tudo o que seria feito depois, incluindo a massa da oferta de cereais e a dos pães que viriam a comer depois.
  • Se a raiz for santificada (a parte mais importante, e a que surgiu primeiro na formação da planta) os ramos e tudo o que surgir depois dela também será santificado.
  • Você pode ser a primícia de DEUS na sua casa. Se você é o pai (já convertido), ou se é a mãe, ou o(a) filho(a) mais velho(a), ou o primeiro convertido!
  • Entregue a DEUS o melhor tempo, a melhor roupa, a melhor oferta, o melhor louvor.
  • Consagre-se a DEUS como um fruto apreciável e deleitoso! Entregue-se ao SENHOR...

CONCLUSÃO:

  • Este era o entendimento que os judeus receberam da lei de Moisés: se santificassem ao Senhor as primícias de sua renda, estavam santificando o restante da renda que ficava em suas mãos. Por isso Deus poderia fazer com que se enchessem fartamente seus celeiros e transbordassem de vinho seus lagares! Isto não só responde o que são as primícias, como nos mostra o poder que elas tem de santificar o restante daquilo de que foram tiradas.
  • Assim, hoje, quando nós consagramos a DEUS não só a primeira parte da nossa renda, mas a primeira parte do nosso tempo, a primeira parte dos nossos sonhos, a primeira parte de tudo; podemos desfrutar do melhor que Ele tem para nós e nos mostra como nosso Senhor Poderoso pode agir: santificando tudo daquilo que ofertamos a Ele como primícias.

Mensagem pregada pela Prª Walquíria Paiva na Igreja do Evangelho Quadrangular do Jardim das Margaridas - Jandira/SP. Baseada no estudo "Entendo as primícias", do Pastor Luciano P. Subirá (Link AQUI)